A minha coluna

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PORTANTOS

Era o que suspeitava. Depois das eleições – e para já – cá estamos com a dificuldade acrescida de não ter grande matéria sobre a qual dissertar. E com a história do covide (ou cobide ou covid 19, conforme o estilo de escrita de cada um) a deixar de ter importância noticiosa, essa dificuldade agrava-se. Acresce que os meus comentadores preferidos também não trazem muito de novo. O Paulo Portas recusa-se a falar do CDS o que me entristece. Acho que ele devia mesmo falar do CDS porque, cá para nós, o CDS bem precisa que se fale dele. E o Marques Mendes, como era de esperar, adaptou-se muito bem aos novos tempos e, diz ele e quem se lembra, o atual terá sido um dos cenários que ele há uns meses até tinha equacionado. Claro que, depois, equacionou outros como a eventual derrota do PS nas Legislativas, mas, a bem da verdade, um dos primeiros que terá equacionado era o da maioria… É como fazer uma tripla no totobola. Acerta-se sempre. Portanto, sem grandes temas na agenda, valham-nos as intervenções jornalísticas de muitos dos repórteres de rádio e televisão que, na ânsia de passarem imagens do país real, nos oferecem autênticas pérolas. Pode o leitor perguntar: “Mas porque é que este tipo, diretor de um jornal, gosta de gozar com alguns jornalistas”? – Exato. Esta questão tem toda a pertinência. Mas é exatamente por isso, por gostar de jornalismo e de tentar – embora nem sempre consiga – escrever e falar bom português, que há situações que me divertem. Há dias, na conceituada TSF, da redação ligam ao repórter no aeroporto de Lisboa onde se esperava a chegada dos campeões da Europa em futsal. Seriam 9 e tal da manhã. Estaria muita gente à espera dos jogadores? Ia ser uma festa? Eram as compreensíveis dúvidas do jornalista de serviço que as dirigia ao seu colega repórter no local. E foi aqui que surgiu a pérola que vou tentar reproduzir. Dizia ele: “Estou aqui na zona de chegadas… (pudera! Eles iam chegar por onde?) e talvez devido à hora ainda está pouca gente. São mais os jornalistas que as pessoas…” E foi isto. Mais os jornalistas que as pessoas. Eu compreendo a generosidade do sujeito. Mas um jornalista deve ter mais cuidado e evitar afirmações deste tipo. Em defesa da sua própria classe e profissão. Caramba. Para mim os jornalistas também são pessoas…

Balha-me Deus!

 

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