“Não podemos olhar para o lado e fazer de conta que nada se está a passar”, exorta Dinis Castro 

A Assembleia de Freguesia (AF) assistiu, no passado dia 2, a um momento único que ficará para a sua história. Desta vez, foram as crianças e não os adultos que, no período destinado ao público, subiram ao púlpito, acabando por mexer com as emoções de quem os escutava. Afinal, era o “futuro de S. João da Madeira” que se estava a fazer ouvir.

Maria Rita foi a primeira a usar da palavra. A aluna da Escola EB1/JI do Parrinho agradeceu, em nome da turma do 3º ano, a que pertence, e também da do 4º, “a disponibilidade da junta de freguesia, pela cedência do autocarro e por nos permitir visitar a capital de Portugal e ter a oportunidade de ter uma experiência que, de outra forma, não teria sido possível”. Agradecimento que estendeu ao “senhor Fernando, o motorista”.

Recorde-se que Maria Rita e os colegas de escola foram a Lisboa, no passado dia 21 de janeiro, para ver a gravação de um programa de televisão da RTP e ainda visitar parte da capital, nomeadamente “a zona do Parque Eduardo VII e da rotunda do Marquês de Pombal”.

 

Numa guerra “não há vencedores nem vencidos”

Seguiu-se Dinis Castro, também da mesma turma, desta feita, para “pôr o dedo na ferida”, numa “ferida” aberta há 15 dias e que teima em não sarar. Trata-se da guerra na Ucrânia que, aos olhos desta criança sanjoanense, não faz sentido.  Aliás, na sua ótica, nenhuma guerra faz sentido, porque, no fim, “não há vencedores nem vencidos”. Apenas “há uns que perdem mais do que outros”.

 

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