Quando a tatuagem se torna arte

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Hotline Tattoo Club abre em S. João da Madeira e promete revolucionar o mundo das tatuagens 

 

Hoje em dia, falar em tatuagem é falar em arte sobre a pele, que fica para a vida, passando a fazer parte da nossa história. O preconceito de outrora deu lugar à aceitação e a uma profunda admiração. O que antes, a maioria das vezes, era olhado de lado é agora amplamente apreciado, seja qual for a classe social, género, cultura, etc..

Mais do que “um acessório de moda” ou “uma simples forma de afirmação social”, a tatuagem é arte. E é precisamente arte que se faz na Hotline Tattoo Club que abriu portas no nº 9, da Rua Padre Cruz, nas imediações da Esquadra da PSP, no passado dia 12 de março. Este novo espaço promete revolucionar, primeiro, S. João da Madeira e, depois, o mundo das tatuagens. Não tivesse sido idealizado pelo sanjoanense Hélder Brito.

Hélder Brito quase que dispensa apresentações. Com apenas 38 anos, é já um tatuador de renome nacional e internacional. Começou a tatuar “por brincadeira” há duas décadas, tendo Carlos Bzzz como mentor. Chegou, aliás, ainda a trabalhar no estúdio que este tinha no Centro Comercial Santo António.

O tempo foi passando e “isto das tatuagens foi-se tornando cada vez mais sério”. Hélder Brito conciliou, ainda durante alguns anos, a que era a sua profissão na altura – designer industrial – com as tatuagens. Mas, entretanto, decidiu dedicar-se a tempo inteiro a esta sua paixão.

Em 2018, no Centro Comercial Santo António, onde até então ocupara uma pequena sala, mudou-se para um novo estúdio e constituiu equipa. E ali ficou até agora.

Em 2022, surgiu a oportunidade de “sairmos do buraco”, contou Hélder Brito ao labor, acrescentando que estavam “a precisar de um espaço com mais visibilidade e mudar um bocadinho o conceito tradicional do que foi a tatuagem, pelo menos, aqui em S. João da Madeira, durante estes anos todos”.

A inauguração do novo espaço foi assinalada no último sábado com uma festa de arromba, à qual não faltaram muitos amigos.

Hotline Tattoo Club vai trazer artistas internacionais à cidade

Que se desengane aquele que pensa que a Hotline Tattoo Club vai ser mais um estúdio de tatuagem e body piercing como tantos outros.

Neste momento, a equipa, para além do próprio Hélder Brito, é composta por Joana Soares, Rui Andrade, Francisca Pinho e Gerson Sá, todos artistas de topo, para todos os estilos. Mas a ideia é, regularmente, juntar a estes artistas residentes “novos artistas [de dentro e fora do país], novas experiências, e que as pessoas se habituem a um tipo de tatuagem diferente e realmente procurem o trabalho pelos artistas que já temos e vamos ter”. Já em junho próximo receberão uma artista da Suíça e, também ainda este ano, um outro do Brasil.

“Somos uma casa de qualidade”, garantiu Hélder Brito, completando: “E a qualidade começa pelo primeiro encontro: é tu chegares, sentares-te, discutires o que queres fazer, perceberes se o que queres fazer se adequa à tua pessoa”.

“Não quero vender uma tatuagem, mas antes uma experiência: desde o momento em que entras, a maneira como vais ser tratado. Quero que as pessoas sintam que é o momento delas e que estamos a trabalhar para elas”, sublinhou.

A Hotline Tattoo Club funciona de segunda-feira a sábado, das 10h00 às 19h00. Para mais informações e/ou marcações, contactar diretamente os artistas ou através do Instagram (@hotlinetattoo.piercing), ou telemóvel nº 916 862 197.

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