A minha coluna

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A “AUTORIDADE”

Sou do tempo em que, ainda muito jovem, quando foi instalada na vila de então a esquadra da PSP, fomos ensinados a passar pelos agentes da polícia, ainda vestidos com aquela farda cinzenta que se confundia com a dos músicos da banda local dizendo-lhes, com o máximo respeito: “boa tarde senhor Polícia”. Diria mesmo, com o máximo respeitinho. E se recebíamos como troco um “boa tarde”, tínhamos o dia ganho. Um polícia tinha-nos dito “boa tarde” e isso era uma festa. Afinal nós, putos, éramos reconhecidos como importantes. É claro que alguns eram mal-encarados de nascença e a formação cívica que na altura se lhes dava era pouca ou nenhuma. E a que lhes era dada tinha sempre por objetivo principal defender Deus, Pátria e Família para além de outras funções pouco nobres como tentar saber quem, dos seus concidadãos, tinha opinião contrária à do regime ou era contra a guerra.

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