“As nossas raízes estiveram sempre em Milheirós de Poiares”, realçou António Sousa, esperando que este seu investimento na terra que considera ser a sua “casa” inspire muitos mais empresários a terem a ousadia de o fazer

 

Já diz o ditado popular que “o bom filho a casa torna”. Um dos exemplos vivos disso mesmo é a Filsousa que, passada quase uma década em S. João da Madeira, regressa agora à sua casa que sempre foi, é e será em Milheirós de Poiares.

“A partir do início de julho as nossas novas instalações são ativadas”, deu a conhecer António Sousa, sócio-gerente da empresa de artigos para calçado, ao labor.

A mudança de instalações era um sonho antigo que, a seu ver, vem acompanhada de várias vantagens. A saber, a melhoria das vias de acesso; das condições, estando as instalações devidamente equipadas para o trabalho, as refeições e a higiene dos trabalhadores; e da qualidade de vida dos trabalhadores que passam a estar mais próximos de casa por serem na sua maioria daquela freguesia e a estar rodeados de natureza.

“As nossas raízes sempre estiveram sempre em Milheirós de Poiares”, realçou António Sousa, esperando que este seu investimento na terra que considera ser a sua “casa” inspire muitos mais empresários a terem a ousadia de o fazer porque, tal como disse ao nosso semanário, a criação de postos de trabalho é fundamental para que outros negócios apareçam, a freguesia evolua e leve a que as pessoas ponderem ali fixar-se. “Somos a favor do crescimento da nossa terra e isso faz-se com pessoas e indústrias que criem postos de trabalho”, firmou o sócio-gerente da Filsousa, com a certeza de que “isto contribui para o progresso da nossa terra”.

“Valeu a pena ter apostado em marcas próprias”

DR

A produção de palmilhas e de forras em couro continua a ser o principal foco da Filsousa. Detentora de duas marcas de palmilhas – “Antifadiga” e “Medieval” –, a empresa de artigos para calçado não podia estar mais satisfeita com a reação que têm despertado no mercado. “A procura por estas palmilhas tem corrido bem. Temos uma boa faturação”, confirmou António Sousa, afiançando, em jeito de balanço, que “valeu a pena ter apostado em marcas próprias”.

Apesar do aumento de custo de matérias-primas, a empresa de artigos para calçado não abdica de manter a sua faceta ambiental. “Vir à Filsousa não é ter um produto, mas vários produtos para determinados fins, sendo todos eles amigos do ambiente”, frisou o sócio-gerente, revelando que “só no papel estamos a pagar bem caro o nosso arrojo”, uma vez que “o plástico está a metade do preço”.

Até ao final do ano os pais passam o testemunho aos filhos

Já há algum tempo que António Sousa e sua esposa, Filomena Lopes, cujo nome, a título de curiosidade, deu origem à primeira parte do nome da empresa “Fil” e o restante diz respeito ao apelido do marido que é “Sousa”, pensam na passagem do testemunho a dois dos seus quatro filhos. Tendo em conta a incerteza provocada, primeiro, pela pandemia, e, mais recentemente, pela guerra, tal “não vai ser agora” por entenderam que a prioridade é “estabilizar” e só depois delegar. Uma delegação que se correr como planeado acontecerá até “ao final do ano”, adiantou António Sousa. Da parte de Filomena Lopes ficou o desejo de que os filhos “tenham muito sucesso e continuem com a empresa por muitos mais anos”.

 

Filsousa em números

11 trabalhadores

2.500 palmilhas produzidos por dia

1.000 forras de couro produzidos por dia

Os produtos podem ser comprados diretamente na empresa, através do contacto 256 848 095, do email contabilidade@filsousa.ptou da loja online Antifadiga ou nas suas páginas nas redes sociais Facebook e Instagram

 

 

António Sousa celebrou 68 anos

DF

Rodeado da família, amigos e trabalhadores

A tradição voltou a ser o que era e o empresário António Sousa, sócio-gerente da Filsousa, reuniu a família, amigos e os trabalhadores, no passado dia 11 de maio, para comemorar os seus 68 anos.

O almoço, que aconteceu no restaurante sanjoanense Rotunda Luminosa, “correu muito bem”, disse António Sousa, demonstrando o orgulho que tem nesta que é “uma tradição que tem muitos anos”.

 

 

Miniatura das Palmilhas Filsousa

De Santa Maria da Feira para todo o mundo

A todo o mundo é até onde a Filsousa quer chegar com as suas palmilhas. A sua mais recente estratégia de marketing passa por produzir palmilhas em miniatura, devidamente encaixilhadas, para que sejam entregues como lembrança a todos os visitantes do concelho de Santa Maria da Feira. “É o que estou a tentar fazer entre este e o próximo ano. O visitante leva a Filsousa, um produto da nossa terra, de Santa Maria da Feira para qualquer parte do país ou do mundo”, divulgou António Sousa ao labor.

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