O AESL continua a apoiar os seus alunos no acesso ao mercado de trabalho e na concretização de experiências enriquecedoras para o seu futuro. Foi o que aconteceu com a aluna Diana Oliveira, no âmbito do projeto Erasmus+me@EU, destinado a recém-diplomados do Ensino Profissional, permitindo-lhe a realização de um estágio de 95 dias, em Málaga (Espanha). Apesar da apreensão inicial, ao saber da aceitação da sua candidatura, a aluna reconhece o valor desta vivência que contribuiu para o seu desenvolvimento pessoal.

 

Como tiveste conhecimento desta oportunidade e o que te levou a concorrer?

Através de um mail que recebi do meu Diretor de Curso, o professor Mesquita. Interessei-me de imediato, comecei a pesquisar no site da escola e preparei, logo, a documentação necessária para a minha candidatura. Estava muito motivada, pois era algo que eu já queria fazer, em anos letivos anteriores, mas, por causa da COVID, não houve essa oportunidade.

Conhecia colegas, do Agrupamento, que tinham participado em iniciativas similares e que sempre me falaram bem da experiência. Estava, por isso, entusiasmada!

 

Que expectativas é que tinhas e quais os teus receios?

Após a aceitação da minha candidatura, no momento em que soube que ia sozinha, fiquei apreensiva. Tinha sido impulsiva na inscrição – pensei. Mas pus na minha cabeça: se me inscrevi, vou! Será uma experiência fixe, mesmo que vá sozinha. Fui corajosa. Também receava pela minha família, pelas saudades que viria a sentir e que todos sentiriam. Nem toda a minha família me apoiou.  O meu pai nem queria falar do assunto, para dizer a verdade, só ficou tranquilo quando eu regressei a casa e aí, claro, fez um balanço positivo. A minha mãe dizia: “tu é que sabes”, deixando em mim o ónus da decisão. Eu queria muito ir para outro país, aprender outra língua… e aceitei o desafio! O destino seguia o seu rumo!

 

Como foste recebida em Málaga?

Muito bem! Fui recebida por uma representante da TRIBEKA que me levou à casa, que iria ser minha durante 3 meses, na qual conheci a D. Ana, dona da casa, que foi sempre muito acolhedora. Gostei muito! Na agência, todas as funcionárias eram muito simpáticas e prestáveis. Compreendiam-me bem. Fui recebida com carinho, conforto e a paisagem, que era excelente, dava-me muita força.

A cidade era calma e segura (tinha receio quanto a este aspeto). A casa tinha uma localização excecional, à frente da praia, o que me permitia fazer, todos os dias, caminhadas à beira-mar.

A alimentação é diferente da nossa. Mas não passei mal, até porque é preciso saber experimentar e, no fim, dizer: “gostei” ou “não gostei”. Eu gostei de experimentar. Aliás, o chili passou a ser a minha comida favorita. Gosto de picante. Não conhecia a tortilha, comida típica espanhola, de que também gostei. Experimentei chocolate com churros, mas o chocolate não era doce. É diferente, mas gostei de provar.

 

Relativamente ao estágio e à empresa onde este decorreu, qual é o testemunho que podes dar?

A empresa tinha um ambiente muito tranquilo e nunca senti pressão. Diziam-me: “vai com o teu ritmo, estamos aqui para te ajudar”. Aprendi e tive abertura para desenvolver o que queria. Acho que realizei bons trabalhos. Aprendi a trabalhar com programas novos, como, por exemplo, o Affinity, similar ao Photoshop, e desenvolvi novas competências.

O meu trabalho com crianças, que concilio com a prestação de serviços à Casa da Criatividade, na minha função de Assistente de Sala, vai ficar a ganhar, quer com o desenvolvimento de conhecimentos técnicos, ao nível do Design, da Publicidade e da Comunicação, quer com o crescimento da minha autonomia.

Estar sozinha num país estrangeiro, ter de me deslocar, de trabalhar, de fazer vida, de aprender uma outra língua, de comunicar em línguas estrangeiras em contexto laboral – falava com a minha monitora em espanhol e com outros estagiários em inglês -, tornou-me muito mais “desenrascada”.

 

Que mais-valias te trouxe esta experiência?

O desenvolvimento pessoal, pois passei a saber estar sozinha, melhorei a autonomia, assim como a gestão do meu tempo e o conhecimento de uma nova cultura (visitei muitos museus). Conheci novas pessoas, embora a maior parte ali permanecesse apenas uma semana, com quem vou mantendo contacto através das redes sociais. Destaco duas alemãs que estiveram na casa de acolhimento comigo, com quem partilhei quarto.

As saudades que senti de Portugal fizeram com que, ao chegar, valorizasse e aproveitasse melhor os momentos com a família e os amigos. Fiquei com vontade de voltar a Málaga com a família que também ficou com vontade de lá ir, depois de conhecerem a minha experiência. Vou voltar, sim, e acompanhada!

 

Quais foram os maiores desafios que enfrentaste?

Desafiar-me a mim própria. Não tinha iniciativa, gostava de estar no meu canto… e passei a planear atividades e a concretizá-las. Aprendi a gerir o meu tempo sozinha. Ir à praia, ver museus… Além do meu trabalho, tive tempo para pôr séries em dia, fazer novas amizades e conhecer a cidade e a sua cultura. Considero importante, mais do que nunca, estar num sítio novo e ser capaz de usufruir dele sozinha, por mim.

A escola acompanhou-me sempre, estando na retaguarda, dando-me o apoio necessário através dos professores que foram a Málaga e dos da organização que mantiveram contacto à distância.

 

De que forma a participação neste projeto contribuiu para a tua formação profissional?

O estágio do 12.º ano tinha incidido sobre as mesmas atividades, criação de logótipos e gestão de redes sociais. Em Espanha, aprendi a trabalhar com outros programas. Sempre que tenho um trabalho novo e tenho de responder a solicitações específicas, eu aprendo. Eu ia fazendo propostas, enviava-as ao cliente e recebia feedback… foi uma aprendizagem diária.

 

O que dirias a alguém que poderá vir a usufruir do projeto Erasmus+?

É uma experiência muito boa. Não vale a pena pensar, pois tudo correrá bem. Vai ganhar muito e valerá, sem dúvida, a pena!

 

Apesar de todos os constrangimentos e receios?

Sim, pois é uma experiência não só de trabalho e estágio, mas também cultural – talvez a melhor parte. E, longe da família, ficamos a conhecer-nos melhor. Se voltasse atrás no tempo, iria novamente e repetiria a experiência.

Posto isto, a Diana incentiva todos os colegas a arriscarem, pois esta foi uma forma de crescer com a oportunidade de aprendizagens diárias.

O AESL continuará a oferecer estágios, no espaço europeu, com a duração de três meses, visando aprofundar, ainda mais, as parcerias estratégicas com parceiros internacionais, com vista ao desenvolvimento de competências essenciais, por parte dos seus alunos, para o século XXI.

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